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  • 10/04/2020

    Coronavírus vs. Direitos Individuais

    Artigos

    A medicina e a ciência tem que estar limitadas por certos principios Éticos. Um médico pode sugerir várias coisas positivas para a minha saúde ou entender que eu deveria passar por uma cirurgia, mas essa decisão permanece sendo minha. Ele não pode me operar sem minha autorização, por melhor que seja.

    Da mesma forma que um médico só pode te persuadir, um "médico coletivo" - papel da OMS - também deve estar limitado pelos mesmos princípios Éticos.

    Para facilitar o entendimento, vamos reduzir isso para o direito de uma mulher ao próprio corpo e a vida sexual dela. Em que circunstâncias extremas, o Governo teria o direito de usar o corpo dessa mulher em prol do bem coletivo? Nunca? Mas e se for só por 5 minutinhos? Mas e se a população estiver perigosamente em declínio e a gente precisar do corpo dela para procriar? Mas e se essas coisas puderem beneficiar milhares de pessoas?

    Continua respondendo "Não" para todas as perguntas acima? Então muita atenção aqui, para não cair em contradição.

    Perceba como em nenhum contexto, violar esse direito é algo legítimo. É o principal direito e o que mantém todos os outros de pé: o direito à vida e a propriedade. Se este for retirado, nenhum outro importa. Aqui não depende se o corpo é de uma mulher, de um homem ou de bilhões de pessoas proibidas de fazerem o que bem quiserem com seus corpos, cedendo esta decisão para o "coletivo".

    Algumas pessoas vão argumentar que infectar os outros com uma doença também é uma agressão. Como não temos como identificar quem está ou não doente, então deveríamos retirar a liberdade de todos, como uma medida preventiva, já que somos todos potenciais agressores. Será que é possível retirarmos os direitos das pessoas usando como base um risco potencial e não um ato concreto? Pois bem, se isso for usado como princípio, não podemos proibir permanentemente todos os homens de saírem por serem potenciais estupradores? Lembre que para um princípio ser válido, ele precisa valer para tudo e não somente para um caso específico.

    A mesma pergunta acima se aplicaria para o caso de proibir portadores de HIV de saírem de casa ou mesmo de fazerem sexo. Idem para motoristas de carros. Todos são potenciais ameaças. Devem perder o direito baseado nisso ou somente se cometerem um ato criminoso?

    Pode ser melhor para o "coletivo", se prendermos todas essas pessoas contra sua vontade? Provavelmente sim. Mas isso é legítimo? Não. Assim como não era, quando discutimos o uso do corpo da mulher em prol do "coletivo".

    Todo esse acontecimento, essa comoção global que estamos vivendo, não é de fato médico ou científico, e sim um fenômeno cultural, causado principalmente por pressão social. Vivemos numa cultura onde as ideias predominantes ainda são ideias coletivistas/altruístas (anticapitalistas). A comoção e campanha de artistas, jornalistas e influenciadores, foi o verdadeiro estopim para que governantes decidissem pela queda do principal direito humano. O incentivo do político são os votos e suas decisões são baseadas nesses e não na Ética ou mesmo em ciência. O foco é agradar a maioria, independente de ser ético ou não.

    A fragilidade do nosso principal direito, só mostra como ainda somos primitivos. Assim como bastavam trovões para nossos antepassados, cobertos pelo medo e afoitos pela (falsa) sensação de segurança, abandonarem a razão e se entregarem à deuses imaginários, continuamos buscando a mesma falsa segurança a qualquer nova ameaça que surge. Entregamos nossa liberdade - e a de outros - de bandeja para os deuses modernos, vestidos com a capa da "autoridade". Sim, a falácia do "Apelo à Autoridade" continua servindo, em 2020, como justificativa para pessoas definirem o que é certo ou errado.

    O senso de altruísmo é a forma primitiva, e ainda eficaz, de governos retirarem direitos das pessoas. Somente avançaremos como sociedade, quando este senso for substituído pela Ética. E esta não é negociável, mesmo se a outra alternativa for potencialmente superior ao "coletivo".

     

    (Este texto foi baseado no vídeo "Coronavírus vs. Direitos Individuais" do canal de YouTube "Caio Amaral")

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    Autor: Felipe Mendes
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