• 02/07/2021

    Análise on-chain do BTC #1

    Análise On-Chain | Compartilhar:

    Olá Criptomaníacos, estreamos hoje a nossa análise on-chain, onde traremos os principais destaques da rede do Bitcoin, sob os mais diversos aspectos, para ajudá-lo a compreender melhor a dinâmica das Criptomoedas.

    O que são dados on-chain?

    Não é novidade para quase ninguém que as Criptomoedas representam um grande potencial de inovação sobre as finanças e a forma como nos relacionamos com o dinheiro, mas as métricas de análise e valoração convencionais são insuficientes para entender essa nova classe de ativos.

    Porém, a Blockchain gera constantemente uma rica, aberta e incorruptível fonte de dados financeiros, que nos permite mensurar as principais métricas de atividade da rede do Bitcoin.

    Esses dados são conhecidos como On-Chain, e podem oferecer uma perspectiva complementar a outros tipos de análise, buscando identificar se os preços refletem os fundamentos, ou divergem dos mesmos.

    Estado da rede

    Em nossa edição de estreia, teremos a oportunidade de comentar o que pode ser o maior ajuste de dificuldade de mineração da história do Bitcoin, um mecanismo que ocorre de forma automática, cujo conceito também será introduzido.

    Pressão vendedora dos mineradores

    A medida que, conforme relatam os principais portais, o governo chinês segue endurecendo as regulações contra os mineradores de Criptomoedas, é esperada que grande parte da atividade, fortemente concentrada no país, migre para outras regiões mais amigáveis.

    Com isso os mineradores, que ocupam um importante papel para a rede do Bitcoin, se veem forçados a lidar com onerosas despesas logísticas, e outros riscos associados a realocação de seus equipamentos.

    Uma vez que a receita denominada em dólares está diretamente relacionada a flutuação dos preços do Bitcoin, a queda do mercado força com que vendam quase o dobro das moedas que seriam necessárias no começo de abril, para bancar essas despesas.
    Traduzindo isso em números, o gráfico abaixo mostra uma redução de 7 mil Bitcoins, apenas em junho, nas carteiras dos mineradores, que seguem exercendo pressão sobre os preços.

    Fonte: Glassnode (Clique na imagem para ver em alta resolução)

    Impactos na velocidade das transações

    Mas não é apenas sobre os preços que a migração dos mineradores impacta. A rede também será forçada a passar por um de seus mais intensos ajustes de dificuldade de mineração da história, para contrabalancear a queda de força computacional.

    Esse mecanismo atua automaticamente, conforme estabelecido no protocolo do Bitcoin, verificando o tempo médio necessário para mineração de cada bloco, em um intervalo de 2.016 blocos.

    Se o tempo médio do período superar os 10 minutos, a mineração se tornará mais fácil, ou seja, exigirá menor poder computacional para validar cada bloco. A dificuldade também pode aumentar para retornar aos 10 minutos (600 segundos), em média, para validar cada bloco se for necessário.

    A medida que a força computacional da rede tem caído com a migração dos mineradores, o tempo entre blocos atingiu o maior nível em vários anos, e indica um iminente ajuste na dificuldade de mineração, podendo tornar até mesmo alguns equipamentos antes obsoletos para a atividade, novamente rentáveis.

    Até esse ajuste, quem precisar enviar ou receber Bitcoins pode se deparar com uma demora não habitual para que as transações sejam confirmadas.

     Fonte: Vector PRO (Clique na imagem para ver em alta resolução)

    Qual a posição dos investidores institucionais?

    Um importante motivador para os preços ao longo dos últimos meses foi a maior adoção dos investidores institucionais, bem como a euforia que cada novo anúncio trazia ao mercado de criptomoedas.

    Porém, desde o final de fevereiro de 2021, o Grayscale Bitcoin Trust, importante veículo de exposição institucional, passou a apresentar um deságio de suas cotas em relação aos Bitcoins por ele detidos.

    Isso sinaliza um menor apetite por parte desses investidores em relação às criptomoedas, especialmente quando consideramos que ao longo do movimento de alta as cotas chegaram a ser negociadas com prêmio de até 40%.

    Fonte: YCharts (Clique na imagem para ver em alta resolução)

    O ETF QBTC (The Bitcoin Fund) registrou forte diminuição na quantidade de Bitcoins detidos por ele, reforçando ainda mais o cenário de queda no interesse dos investidores institucionais.

    No total foram 10.483 Bitcoins vendidos pela gestora nos últimos dois meses, reduzindo significativamente a posição que antes era de 23.458 para “apenas” 12.975 BTCs.

     

    Fonte: Glassnode (Clique na imagem para ver em alta resolução)

    O comportamento dos grandes players do mercado cripto

    Por fim, mas não menos importante, também podemos fazer um olhar mais atento à atividade daqueles investidores que possuem grandes quantidades de Bitcoin em carteira, conhecidos popularmente no meio como “baleias”.

    Para isso, usaremos a métrica que contabiliza o número de carteiras que detém acima de 1.000 BTCs, e que já vinha divergindo do comportamento dos preços nos últimos meses.

    Antecipando o movimento de baixa que veio a ser visto, esse número segue em queda desde o dia 08 de fevereiro de 2021, quando foi registrada sua maior leitura do ano, e ainda não dá maiores indicativos de reversão nessa dinâmica.

     

    Fonte: LookIntoBitcoin (Clique na imagem para ver em alta resolução)

    Com esses dados, esperamos oferecer uma visão complementar da rede do Bitcoin, e como estão se comportando os principais participantes do mercado, visando separar os fundamentos e sinais que as blockchains oferecem, dos ruídos que as notícias e opiniões diversas podem apresentar aos investidores.

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    Aviso legal:

    Esta análise foi elaborada pela Criptomaníacos e tem como único objetivo fornecer informações para auxiliar a tomada de decisão do investidor, e não constitui nem deve ser interpretada como recomendação de compra ou de venda de qualquer instrumento financeiro contido na mesma, que podem não ser adequados para todos os perfis de investidores, uma vez que o investimento em renda variável é considerado de alto risco e pode ocasionar perdas.

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    Autor: Matheus Parizotto
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